Ir pra cama cedo em uma sexta-feira, por opção ou simplesmente porque você estava cansada, produz efeitos estranhos em mim. Por exemplo, hoje, sábado, eu acordei com uma questão esquisita em minha mente: liberdade de expressão x democracia.
Em um primeiro momento, pode até parecer a mesma coisa ou idéias que se completam. Mas, na verdade, não é bem assim. Quer ver? Comecei a pensar sobre a proibição da campanha "Hope ensina", feito pela Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República e por mais de uma dezena de consumidores ao Conar (Conselho Nacional de Autorregulação Publicitária). Na peça, a modelo Gisele Bündchen usa calcinha e sutiã para "ensinar" as mulheres a utilizar o corpo para amenizar as reações de seus companheiros diante de "más notícias".
Um monte de mulheres, políticas, publicitárias (pasmem!), feias, feministas e o diabo, vieram a público, indignadas, dizendo que este tipo de comercial e o posicionamento da mulher que ele faz é ofensivo e agride a mulher brasileira. Gente! Pára tudo. O que agride a mulher é apanhar do marido machista e babaca, é não ter médico pra salvar a vida do seu filho nos hospitais públicos, é ser roubada em 20% do seu suado salário por impostos que bancam legisladores ridículos. Isso ofende. A linda Gisele, de forma até irônica porque ela a última mulher do mundo que precisa do dinheiro do marido, “ensinar” a dar uma má notícia para o companheiro não ofende em nada.
Já passamos desta fase. Sabemos ser independentes e pagar a conta do nosso cartão de crédito, e se precisar, do dele também. Mas também sabemos que ser truculenta e nada charmosa como aquela ministra não insere nenhuma graça ou prazer ao nosso dia a dia. Que bom saber que não preciso ser submissa, feminina e charmosa, mas que bom saber que posso ser pra agradar meu homem se eu quiser. E não vai ser uma propaganda de calcinha que vai mudar o mundo ou a forma que a mulher se vê ou é tratada... o buraco é mais embaixo. Sempre é!
Mas voltando ao questionamento estranho que me fiz hoje às 7h da madrugada deste sábado: um idiota como o Bolsonaro ou Rafinha Bastos não poder dizer todas as asneiras que eles pensam porque tem um monte de órgãos e pessoas atentas aos direitos das minorias é um grande passo para a democracia. Estamos defendendo as minorias e seus direitos. Isso é bom. Mas não fere a liberdade de expressão? Não censura nosso bem precioso de dizer o que pensamos?
Não fiquem esperando uma resposta. Eu também não tenho. E disse que acordei com uma questão e não a resposta do universo. Qual a sua opinião? Eu só acho que debater idéias e torná-las banais em sua essência enfraquece ações estúpidas, mais do que proibir e causar curiosidade e vontade de chocar. Fica a dica!
Para saber mais ou ver outros pontos de vista, eu indico o blog da Revista LOLA:
http://escrevalolaescreva.blogspot.com/2011/09/inveja-da-gisele-vergonha-de-quem-se.html

4 comentários:
Quando começou toda a polêmica do Bolsonaro e seu famoso panfleto, eu disse que ele não podia ser censurado. Porque eu devo supor que ele foi eleito por gente que pensa como ele, e está lá para representar essas pessoas. Claro que há limites legais para isso, que ele não pode ultrapassar. Mas o problema é que os que defendem as minorias da intolerância também andam demonstrando intolerância.
O que precisa é educar direito. Pra que um idiota como o Bolsonaro não influencie qualquer um com seus argumentos fajutos e suas idéias homofóbicas.
É o mesmo caso da "piada" do Rafinha. Qualquer pessoa minimamente educada vai entender que é uma piada (ainda que de mau gosto) e pronto. Nada mais que isso.
Mas como não há educação, fica essa polêmica toda.
Concordo com voce, nao gosto das piadas do Rafinha parei de dar audiencia a ele. E ponto. Não entra na minha casa, nao é presente na minha vida. Mas é essa moçada que nao tem berço, estrutura e educação? o qto essas baboseiras entram e ficam na mente deles?
A verdade é que existe muita é da frescura hoje em dia por causas as vezes infundadas, que a nossa "Liberdade de Expressão" se é que um dia a tivemos está cada dia mais reprimida, você falar o que pensa as vezes é não respeitar a quem a carapuça serviu, e somos criticados por falar o que pensamos, mas cadê o nosso respeito e direito de apenas expôr nossa opinião sobre determinados assuntos.
Não somos obrigado a concordar com ninguém e nem que concordem com a gente, mas temos o direito de falar.
O que acontece é que existe muito ócio no mundo, pessoas desocupadas que não tem o que fazer e ficam ai só criticando e tendo tempo pra falar besteiras.
Se esses tivessem um terreno pra carpir todo o dia não teria tempo pra falar tanta merda de um simples comercial, a hipocrisia está soberana no nosso país. Infelizmente!
Adoro carpir um lote... é produtivo e espanta gente a toa...rs
Postar um comentário