sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

O ESPÍRITO NATALINO NÃO VALE PARA OS CACHORROS?



Um rottweiler foi arrastado pelo carro de um mecânico em Piracicaba. Morreu após sua perna ser amputada. Titã, de 4 meses, foi enterrado vivo por seu dono em Novo Horizonte. Salvo após 12 horas, perdeu a pelagem e ficou cego de um olho. Em Goiás, a enfermeira monstruosa matou seu yorkshire com requintes de crueldade e revoltou o Brasil. Outros relatos de pura maldade ou descaso com cães multiplicam-se pelo país.
Amo os animais – sou parte da ONG Mão Amiga, de Novo Horizonte, que tem meu pai como presidente e salvador do pequeno Titã.  Mas ando desanimada com as leis, com a falta de punição aos covardes que machucam um animalzinho, às universidades e empresas de cosméticos que, literalmente, tiram o couro dos bichos e até com pessoas que simplesmente enjoam de seus bichinhos e os descartam como lixo velho. Sim, não fico chocada apenas com a tortura explícita e, às vezes, filmada. Mas, principalmente, com aqueles que compram um filhotinho, tratam como um filho, botam roupinhas e acessórios ridículos. Mas depois cansam ou se irritam com a bagunça que eles fazem – porque cachorro faz bagunça sim, dá trabalho, faz sujeira e exigem atenção.
O que me parece é que não há mais sentimentos, pelo menos não da parte do homem, porque, como todos sabem, o cão ama devotadamente seu dono até o fim, chora e sofre sua ausência, mesmo quando abandonado. Nesta época do ano, em que tanto se fala de amor e fraternidade, é tão estranho saber que alguém machucou um cãozinho, ou o jogou nas ruas, no intervalo das compras dos presentes de Natal. O tal espírito natalino não vale para cachorros?

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